Dior – 10 anos que revolucionaram a moda

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Nesse ano, em maio, será lançada uma exposição para celebrar o legado de Dior. A casa onde Christian Dior viveu durante sua infância em Granville, receberá a mostra Stars in Dior e estarão reunidos, vestidos, acessórios, fotografias e croquis exibindo o envolvimento do próprio estilista e da grife, além dos figurinos do cinema e roupas de estrelas que já brilharam nas telas (e fora delas).
 

A exposição vem na sequencia do lançamento do livro Dior Couture, de Patrick Demarchelier – lembra da Miranda Priestly, no filme O diabo veste Prada, solicitando inúmeras ligações para ele? - reúne uma compilação de fotos de todas as roupas guardadas desde que a grife foi criada, passando por seus sucessores: Yves Saint Laurent, Marc Bohan e John Galliano.

Depois de tudo isso, tinha como eu não fazer um post só para ele? Ainda mais sendo ele o estilista que marcou a moda dos anos 50, a década que o blog está apresentando atualmente.



Christian Dior – 1905 – 1957

Filho de um rico industrial, que perdeu tudo com a quebra da bolsa de Nova York, em 1929. Enviou Dior para Paris, onde jovem passou a viver de seus desenhos de moda e de chapéus feitos para revistas.

Em 1947, Marcell Boussac, um industrial têxtil, patrocinou a abertura e sua Maison e Dior apresentou sua primeira coleção. Suas criações vem após anos de racionamento e seu estilo de corte e modelos apresentados representaram a extravagância, a vivacidade, a feminilidade, enfim, o oxigênio que todos ansiavam.



O New Look

Tudo na coleção de Dior era contrário à silhueta dos anos 40.

Durante a guerra, as saias eram com pouco tecido, para ser mais exata, com até 68 cm de tecido. As saias de Dior eram amplas e geralmente pregueadas ou drapeadas, exigiam algo entre 10 e 25 metros, imaginam o esbanjamento de tecido que era um vestido de Dior.

Esse esbanjamento foi motivo de polêmica e alguns protestos, o que ajudou Dior a se tornar o mais influente estilista do mundo entre 1947 até 1957, ano de seu falecimento.

Além dos metros de tecido, as luvas e chapéus eram imprescindíveis ao novo look, toda a construção dessa nova elegância pediam acessórios que encareciam ainda mais o vestuário daqueles que desejassem estar na moda.

Os sapatos pesados, usados no período de guerra foram abandonados e a partir de 1953, o designer Roger Vivier*, desenhou e produziu os sapatos que se adequassem ao New Look de Dior.

* Roger criou o salto-agulha, em 1954 e, em 1959 o salto-choque, encurvado para dentro, além do bico chato e quadrado, entre muitos outros.



Protestos e piquetes

Em Paris, algumas mulheres fizeram piquete na frente da Maison Dior, acusando o estilista de promover um retrocesso dos avanços e liberdade feminina, resgatando peças como cintas, anáguas, barbatanas e luvas. Esses eram elementos característicos do século passado! Dior foi acusado de machista e de transformar as mulheres em bonecas.

No entanto, o New Look foi uma febre, sendo refeito em diversas partes do mundo, servindo inclusive de inspiração para coleções do Brasil.

A volta por cima da beleza feminina fez a cabeça de mulheres célebres como Eva Perón, Grace Kelly e Marlene Dietrich.



Depois do New Look

No ano de 1954, Dior inovou mais uma vez, ele mudou tudo com a apresentação da linha H (H de haricot vert, uma vagem comprida): busto para cima e cintura nos quadris, formando um H.

Em 1955, surgiu a linha Y que mostrava um corpo longo e com a parte superior mais pesada, além de golas grandes em forma de V. A linha A trouxe vestidos e saias que se abriam a partir do busto ou da cintura para formar os dois lados de um A.



Morte precoce

Com apenas 52 anos de idade, Dior sofre um ataque cardíaco fulminante e morre precocemente em 24 de outubro de 1957. Deixou um verdadeiro império do luxo, com 28 ateliês e 1.200 empregados.



A grife Dior na atualidade

A grife de Christian Dior sobreviveu ao seu criador e ainda hoje é sinônimo de luxo e sofisticação.

Desde 1997, o inglês John Galliano é quem estava à frente das criações da marca até 2011, quando foi detido em Paris, acusado de insultos antissemitas e foi então, demitido da marca francesa.

Bill Gayten, é o estilista que ocupa temporariamente o cargo, a quem diga que ele já assinou contrato para mais seis coleções.

Agora é aguardar os próximos passos dessa que é uma das maiores marcas da moda.

Amanhã teremos a beleza das mulheres na década de 1950's.
Até breve!


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