Caetanear o que há de bom

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Hoje a Isadora me fez a seguinte pergunta: Qual é coisa mais importante na vida?

Fiquei sorrindo para ela e meu cérebro trabalhando, procurando uma resposta para uma pergunta tão ampla e não encontrava... continuava sorrindo, até que ela pergunta mais uma vez...

Saí pela tangente com aquele papo de consultor, psicólogo, coach... E joguei a pergunta de volta: Me diga você o que acha?

Ganhei mais alguns minutos para pensar e logo me veio a cabeça a teoria de Maslow sobre motivação, desejos humanos e não conseguia pensar em algo específico e pontual para falar, sabe como?

Dizer para ela algo como: amar a Deus, o próximo, ser uma boa menina não seria uma única coisa, seriam várias coisas e ela queria apenas uma! Então fui obrigada a recorrer a base da pirâmide de Maslow que fala das necessidades básicas, para que ela percebesse que para essa pergunta, uma única resposta, é difícil.

Disse para ela:

Quando você está com fome qual é a coisa mais importante naquele momento da sua vida? Uma boneca ou um prato de comida?

- Comida né mãe!

E quando você está super querendo fazer xixi, o que você mais quer naquele momento?

- Achar um banheiro!

Então naquele momento da sua vida a coisa mais importante é encontrar um local para fazer xixi!!!

Mas ela não desistiu, ela queria uma única coisa, se recusou a acreditar que um banheiro fosse a coisa mais importante da vida – eu também me recusaria, ahahah - foi aí que voltei a vestir meu jaleco de psicóloga e não encerrei o assunto dizendo que a coisa mais importante da vida vai depender do momento em que se está vivendo...

Dei corda para ela pensar. Falei: então pensa dentre todas as coisas, o que você acha ser a coisa mais importante para você. Ela quis saber a minha resposta e aí eu consegui encerrar o assunto dizendo que ela deveria encontrar a ideia dela e se eu contasse a minha ela ficaria influenciada... olha eu atuando de sabonete na história da minha vida, rs.

Então, assim que ela achar a resposta da pergunta dela, voltamos a conversar, ou não, caso a atual necessidade do dia de amanhã seja simplesmente brincar de Polly.

Ser mãe é também filosofar e caetanear o que há de bom...

Lembram da musiquinha?

E você é assim como eu que nunca parou para pensar na coisa mais importante da vida ou já tem uma única resposta certa? Já caetaneou hoje?

29 de Fevereiro

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Vocês já pararam para pensar que só lerão outro post nesta data daqui a 4 anos?

Sim, hoje é dia 29 de fevereiro, ano bissexto! O porque ele acontece de quatro em quatro anos você já deve saber, nesses últimos dias os jornais  já contaram aos quatro ventos que acrescentamos esse dia para compensar a diferença do ano do calendário e o ano astronômico.

Agora você sabia que antigamente fevereiro tinha 29 dias e era acrescido de 30?
 

Diz a lenda – adoro começar meus textos assim – que um dia o imperador César Augusto de Roma, acordou e decidiu mudar. É desse jeito mesmo, sem mais nem menos, sem pensar nas consequências, brincando de imperador.

Pois bem ele decidiu tirar o dia 29 do mês de Fevereiro para jogá-lo em Agosto. Porque? Porque ele queria que o mês de Agosto (Augusto, sacou?) tivesse os mesmos 31 dias do mês de Julho, que tem esse nome em homenagem ao imperador Júlio César.

Pode uma coisa dessas? Esses meninos brincando de dono do mundo, dono do calendário...

O dia 29 é cercado de histórias, vamos embarcar?

No Reino Unido há um costume de que nesses anos a mulher poderia pedir a mão de um homem em casamento e caso ele não aceitasse – que horror – ele deveria pagar uma multa, do tipo: receber uma mensagem falada em um carro de som, ahahaha, essa última parte é mentira, foi eu que inventei, rs.

E lembrei de um filme exatamente sobre esse tema – e olha só, hoje nem é sexta-feira, mas como o assunto veio a baila, aqui está ele: Casa Comigo?
 

A história

Quando o aniversário de quatro anos de namoro da Anna (Amy Adams) passa sem um anel de compromisso, ela decide tomar providências. Inspirado em uma tradição irlandesa a qual permite que mulheres peçam os namorados em casamento no ano bissexto, Anna vai à Dublin para pedir Jeremy (Adam Scott) em casamento. Mas ao parar do lado errado da Irlanda, Anna conhece o espirituoso Declan (Matthew Goode), que a ajuda a atravessar o país. Ao longo da viagem, eles descobrem que o caminho do amor pede levar a lugares inesperados.

O final você já deve ter descoberto, mas o filme é muito legal, é bem comédia romântica, Amy Adams está muito fofa e o filme tem cenas muito engraçadas! Eu recomendo.
 Última do dia 29, depois só daqui a quatro anos...

E para terminar esse post, uma recomendação: Se for possível, nessa quarta-feira, comam nhoc, nhoque ou gnocchi com um dinheirinho de baixo do prato, pois reza a lenda que sua sorte será multiplicada por 4!!!
 

Então boa sorte!

Ava Gardner – A diva temperamental

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No post da Marlene Dietrich eu contei que os tabloides daquela época diziam que Marlene era rival de Ava Gardner, quase como Claudia Leite e Ivete, sabem como? E como no caso das brasileiras do axé, nada foi de fato constatado, não há registro de que algo tenha acontecido entre as duas.

Mas como eu falei de Ava no outro post, resolvi contar quem foi essa diva, que era a queridinha dos maquiadores por ter um rosto perfeito e fácil de maquiar.
 

O escritor Hemingway declarou: "ela é a essência da feminilidade que as outras mulheres não sabem passar para os homens."

Ela era tão linda que foi convidada a fazer filmes só por ser linda! E a maioria dos seus primeiros filmes nem contam com o nome da atriz no elenco, afinal seu único papel era ser linda!
 

Porém as coisas começaram a mudar quando o todo poderoso da MGM, decidiu que tornaria Ava Gardner uma grande estrela de cinema. Para isso ela teria de estudar interpretação e assim como a brasileira Grazi Massafera, teve de fazer aulas para perder o sotaque sulista, considerado para os padrões Hollywoodianos inaceitavelmente caipira!

Foi no final dos anos 40 que começou a ser reconhecida como uma grande estrela do cinema e foi indicada ao Oscar de melhor atriz pelo filme Mogambo, em que contracenou com Grace Kelly e Clark Gable.
 

Olha a fofoca... Dizem que quando Ava foi gravar esse filme na África ela já estava casada com Frank Sinatra, porém nessa época a carreira dele estava em baixa e foi Ava quem bancou sua passagem para que ele a acompanhasse nas filmagens.

Falando em casamentos Ava foi casada e divorciada três vezes. A moça não tinha um gênio fácil ou tinha dedo podre para escolher marido, rs. O primeiro casamento durou um ano e uma semana, o segundo durou oito meses e sete dias e o último com o Frank foi o mais longo, durando dois anos, porém a mídia só ficou sabendo uns seis anos depois.

Ava era conhecida pelos seus olhos felinos, sim ela é da linhagem da Angelina Jolie que atualmente é rainha absoluta desse posto, e por isso foi chamada de o animal mais lindo do mundo. Miauuuu!

E porque eu a chamei de temperamental?

Dizem as más línguas que Ava por onde passava arranja confusão.
 

Cuba

Em sua passagem por Cuba ficou encantada por Fidel e andavam para cima e para baixo tomando Cuba Libre e isso gerou um certo problema com a sua tradutora que não estava gostando do comportamento da diva americana. Contam que as duas tiveram uma discussão tão feia que Ava partiu para o ataque e esbofeteou a jovem tradutora, a briga só teve fim quando um dos companheiros de Fidel puxou uma arma!
 

Espanha

Ava era fã de dança flamenca e morou por muitos anos na Espanha. Um de seus vizinhos de apartamento era o então recém exilado Juan Perón.

No início tentaram a política de boa vizinhança, porém Perón logo se encheu das festas de flamenco (imagine Ava sapateando na cabeça de Perón, ele morava no apartamento logo abaixo) que Ava promovia e duravam a noite toda. Foi aí que a confusão começou.

Ava, querida e fofa, costumava sair em sua sacada e gritar: Perón es un maricas!
 

Brasil

No Brasil a confusão começou logo na chegada, mas isso não podemos creditar a nossa linda diva, a confusão foi dos brasileiros que invadiram a pista do aeroporto dificultando a chegada de Ava até o carro que a aguardava.

Ava colocou as manguinhas de fora, logo que entrou no carro e esse não conseguia se locomover tamanha a multidão entorno do veículo, foi então que Ava foi lá e PÁ na cabeça do motorista com seu sapatinho de diva.

Passado o tumulto do povo brasileiro, foi a vez do hotel irritar nossa estrela. Ava não gostou do hotel, brigou com o gerente e ainda quebrou algumas garrafas, exigindo ficar hospedada no Copacabana Palace. Depois de tudo isso, nossa linda encrenqueira deve ter cansado sua beleza, pois ficou reclusa em seu quarto e decidiu encurtar a viagem, porém na última noite Ava, sai para conhecer o Rio, incluindo as favelas e assiste ao nascer do sol na praia.
 

No início dos anos 60 quando sua carreira já não era a mesma, Ava ficou reclusa com sua governanta, em seu apartamento em Londres frequentemente bêbada.

Em 1990, aos 68 anos, morreu por causa de uma pneumonia e foi enterrada na terra natal Smithfield, onde hoje existe um memorial em sua homenagem.
 

Ava Gardner foi representa por Kate Beckinsale no filme O Aviador.

A Itália em Curitiba – Santa Felicidade

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Hoje o post te dará água na boca! Vou contar para você um pouco da história de um dos principais bairros de Curitiba, conhecido por sua cultura e principalmente pelos inúmeros restaurantes, alguns com capacidade para mais de mil lugares!

Garfo e
faca
 colher na mão, prepare-se para muita massa, polenta, risoto, frango e vinho. Vamos lá?
 

Pois bem, 1897 vários italianos da região norte da Itália – Veneto e Trento - vieram para a região do Paraná, instalando-se incialmente no litoral, o que não deu muito certo, então eles novamente fizeram as malas e andaram mais um pouquinho chegando em Curitiba.
 

A maioria se instalou na região que hoje é conhecida como Santa Felicidade e ali começaram o cultivo de mate, trançado de vime, queijos e vinhos. Esse local era caminho dos tropeiros paulistas que iam para o sul do país e por ali ficavam para pernoitar ou apenas para uma refeição, talvez daí começou a tradição gastronômica do bairro.

Atualmente Santa Felicidade é conhecida por ser um bairro italiano, porém quem doou parte das terras aos italianos foi uma portuguesa chamada Felicidade e sua única exigência foi que seu nome fosse mantido no local. Os italianos que são cumpridores de sua palavra mantiveram o nome e apenas acrescentaram “Santa” ao início, já que eram muito religiosos.
 

Falando em religião, os imigrantes construíram em 1891 a primeira igreja do bairro e é uma das principais construções da colônia, com uma fachada composta de elementos românticos e clássicos. Outras construções antigas ainda podem ser visitas no bairro como: a Casa dos Arcos, a Casa dos Gerânios e a Casa das Pinturas.
 

Santa Felicidade também é conhecida pelas lojas de artesanato e móveis que podem ser desde os rústicos, artesanais e modernos. Lá é possível encontrar móveis lindos com preços para turistas, se é que me entendem...

E onde a comida entra nessa história?

Em um dos 30 restaurantes e cantinas espalhadas pelo bairro. Todo mundo que vem até Curitiba tem que ir aproveitar o típico cardápio de frango, risoto, polenta frita e vinho artesanal. É em Santa Felicidade que está localizado o maior restaurante da América Latina!

Pensem na fila de filhos e mães aguardando para comer e comemorar o dia das mães – e o tempo de espera é longo, ainda mais quando se está com fome, rs.
 

Foi em um dos restaurantes tradicionais de Santa Felicidade a festa de meu casamento, que seguiu a linha clássica e tradicional da sociedade curitibana, ahahahah
 

Santa Felicidade também possui eventos típicos como a Festa anual da polenta e do frango, no Bosque São Cristóvão, onde servem comidinha de graça! Outra festa também faz sucesso, é a festa da uva e do vinho com várias apresentações de danças típicas, além do comércio de artesanato, queijos e vinhos caseiros – nham! Santa Felicidade é um bairro de dar água na boca!

Fascinada pelo meu fascinator...

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Lembra do post de sábado passado? Eu falei dos arranjos de cabeça: fascinator, casquete e viollet. Não lembra, clica aqui.

Contei também que iria a uma formatura e tinha comprado um fascinator para usar no baile. Estava com medo de parecer a bruxa do 71 e prometi que se ficasse bom eu colocaria aqui. Bem, eu não sei o que você entende por bom, mas pra mim ficou! Minha mãe disse que ficou bom, vale? hehehe...

Comecei preparando o cabelo, ondulando com a chapinha, depois fiz os rolinhos presos com grampo no estilo anos 40, obviamente bem menores do que o que se usava na época, porém a inspiração veio daquele tempo.
 

Depois complementei com uma maquiagem de olho tudo, com os olhos esfumados de preto e boca só gloss. Terminei com um brinco grande, já que só usaria ele e um anel, por fim encaixei o fascinator no estilo Kate Middleton.

Mais uma vez, fugi dos vestidos e fui com a minha pantalona – meu marido insiste em dizer que é de samurai. – Lembra que usei a mesma pantalona em um casamento? Relembre aqui, pois bem, dessa vez apostei no visual chuta que é macumba total black.
 

A formatura foi da Bruna, filha da minha prima querida, Fabiana. Acreditam que ela foi minha dama de casamento? Tô ficando velha, alguém me passa o botox, por favor?

E como a festa foi em pleno sábado de carnaval, nem preciso te dizer que tudo acabou num grande baile de máscaras e muita dança! Fazia tempo que eu não dançava tanto.

Evidente que eu era a única mulher no baile de calça e fascinator. Pois é, eu sou assim... sempre querendo ser diferente, quem me conhece nem estranharia se eu aparecesse com uma melancia na cabeça, ahahah.

E aí se animou a trocar os vestidos por calça ou usar um casquete, fascinator na cabeça? Vamos lá, coragem! Juro que ninguém riu de mim, pelo menos não na minha cara, hohoho.

Marlene Dietrich – A diva que enfrentou Hitler

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Hoje além da história dessa grande diva, como está virando tradição aqui no blog, segue uma indicação de filme para o final de semana.
 

Marlene Dietrich nasceu na Alemanha e até os anos 20 participou de produções teatrais e estudou violino. A partir dos anos 30 atuou em alguns filmes do cinema mudo, porém sua grande chance aconteceu quando conheceu o cineasta austríaco, Josef von Sternberg, que a colocou no papel principal do filme alemão, Der Blaue Engel "O Anjo Azul", obtendo um estrondoso sucesso.

Entre 1930 até 1935 Marlene e Josef trabalharam em outras produções como: "Marrocos", "Desonrada", "O Expresso de Shanghai", "A Vênus Loura", "A Imperatriz Galante" e "Mulher Satânica".

 

Todos esses filmes foram rodados em Hollywood e Marlene acabou ganhando espaço no cinema americano e ficando por lá, sendo promovida a rival de, outra diva, Greta Garbo.

No final dos anos 30 acabou tendo de se naturalizar norte-americana, após recusar um convite de Hitler para protagonizar filmes pró-nazistas.
 

Inteligente, talentosa e bela, a diva Marlene Dietrich, seria a garota propaganda dos sonhos da Alemanha nazista. No entanto, Dietrich fugiu do papel, recusando ofertas milionárias para estrelar os filmes de propaganda do Reich.

Dietrich era totalmente contra a Alemanha nazista e enfrentou a autoridade do Fürer, se recusando a ajudá-lo, o que imediatamente despertou a ira de Hitler que tomou essa atitude como um desrespeito para a pátria alemã, e chamou Dietrich de traidora.

 

Marlene irritada com os relatos de que tropas alemãs cantam sua popular canção Lili Marleen enquanto matam civis, apresentou shows para as tropas aliadas na Europa, além de visitar os soldados feridos.

 

Marlene Dietrich foi uma mulher além de todos os adjetivos de uma diva, corajosa e a frente de seu tempo e ao fim da guerra, foi condecorada com a "Medal of Freedom", em 1947. Esse seria o único reconhecimento, já que apesar de todo o sucesso foi indicada apenas uma vez ao Oscar, por seu papel em Marrocos, perdendo a estatueta de melhor atriz.

Em 1959 Marlene, visitou o Brasil, onde se apresentou no Copacabana Palace e cantou em português, com um lindo sotaque alemão, a música Luar do Sertão.

Protagonizou em 1961 o filme "O Julgamento de Nuremberg", que falava do holocausto e do tumultuado julgamento que condenou os grandes líderes nazistas.  Em 1962, não agradou a todos quando voltou à Alemanha, sendo chamada de traidora em pleno aeroporto por nazistas remanescentes.

Em 1979, atuou em seu último filme, o alemão "Apenas um Gigolô”.  Após esse filme, passou o resto de sua vida em seu apartamento em Paris e morreu aos noventa anos de idade.

Marlene teve uma única filha, com Rudolf Sieber com quem se casou em maio de 1924. Marlene foi uma diva não tradicional e muito prafrentex, não é a toa que nos anos 20 já usava calças compridas em público.
 

Gostaram de mais essa diva que também foi cantada por Madonna em Vogue? Eu gostei de pesquisar mais sobre a vida dessa estrela!

Filme

Além de indicar os filmes de Marlene Dietrich, citados nesse post, a indicação de filme para esse final de semana, tem tudo a ver com a diva de hoje, a guerra e as apresentações para os soldados americanos. O filme é Para eles com muito amor.

Filme de 1991 que se passa em 1942, época em que o comediante Eddie Sparks encontra a novata Dixie Leonard e passam a cantar para as tropas norte-americanas durante a Segunda Guerra Mundial.

O filme é muito bacana, mostra o cenário de guerra daquela época, além de apresentar os bastidores e os shows que aconteciam para os soldados. Tudo isso em meio a história de Eddie e Dixie que juntos viveram várias aventuras, conquistas, algum amor, desamor, risos e lágrimas.

Com uma atuação memorável, Midler chegou a ser indicada ao Oscar como melhor atriz, mas perdeu, para Jodie Foster em O Silêncio dos Inocentes.

Abaixo um vídeo para dar um gostinho da história do filme.



  Um bom filme para vocês!

Estilo Pin Up - Moda anos 40

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As pin ups datam de antes dos anos 40, porém foi nessa época que ganharam o mundo, caminhando lado a lado com os diversos soldados na Segunda Guerra Mundial.

Não vou ficar colocando o por que do nome pin up, pois acho que com o total revival das pin ups nesses últimos anos, está em todos os lugares que o nome se refere em tradução livre, as imagens que podiam ser recortadas de revistas, jornais e cartões postais e penduradas.

Ooops, falei! Pin ups, são conhecidas por serem ingênuas, elas fazem e falam sem pensar.
 

Porém pin ups também são encontradas através da expressão “cheesecake” e são mais antigas do que nossa memória pode-se recordar. Dizem que as primeiras pin ups foram de Gibson em 1887 e são essas mocinhas sérias aqui:
 

Mas é em 1940 que elas ganham um papel importante na Segunda Guerra, elas são patriotas e alegram os dias cinzentos dos soldados.

Nessa época elas são requisitadas pelo exército para reforçar a moral dos soldados e passam a cobrir seus corpos nus com a bandeira estrelada, alistam-se como enfermeiras, trajam uniforme.
 

Já te falei que a mais famosa entre os soldados foi a Betty Grabble, apesar de Rita Hayworth e Marilyn Monroe serem as mais lembradas.

O que eu não tinha te contado ainda, era que a famosa pose de Betty, de costas e com um sorrisinho maroto, foi tirada dessa forma, para esconder uma suposta gravidez... xiii que babado!
 

E você que achava as antigas propagandas da Coca-Cola muito parecidas com os desenhos das pin ups, é um bom observador, pois foi um dos desenhistas mais famosos desse estilo, quem deu os traços das moças e rapazes da propaganda.

As pin ups mudaram ao gosto de cada época, saindo das garotas de Gibson, passando pelas Varga Girls – essa daqui:

Para tornarem-se deusas patriotas e guerreiras, acabando por personificar a mulher americana – segura de si e audaciosa.

Inclusive estampavam também as fuselagens dos aviões e isso se chamava Nose Art.
 

Mas eu não disse que elas eram ingênuas, quase bobas? Disse sim. Mas calma lá...

Enquanto a guerra rolava solta, a pin-up exibe orgulhosamente sua glória, poder e independência, mas com o fim da guerra, ela muda por completo nos anos 50. A pin up pendura o uniforme de guerra e passa a encarnar papéis mais tradicionais das mulheres do lar.
 

E porque lembramos de Marilyn Monroe como eterna pin up?

Porque ela encarna este clichê com perfeição! Em 1949, como Norma Jean, uma aspirante a atriz sem um tostão no bolso, posa nua para o fotógrafo Tom Kelley, tornando-se um sucesso imediato. Mesmo o estúdio de cinema aconselhando a negar que se trata dela, ela é tratada como um símbolo sexual dos Estados Unidos.

A moça de sorriso inocente e ingênua fará a sua glória, mas também causará a sua desgraça: é difícil impor-se como uma atriz séria quando encarnou uma loira descerebrada nas telas e nos retratos.

Seu modelo, loira e ingênua, dita o modelo de pin up da década de 50, modelo popularizado por uma nova revista chamada “Playboy”.  A revista faz da pin-up uma boneca sem personalidade. As poses são previsíveis e as fotos, acreditem se quiser - eram retocadas!!!
 

Agora o modelo de pin up tinha um padrão específico e bem definido, a pin up deveria ser:
  • uma mulher voluptuosa (sai Gwyneth Paltrow e entra Scarlett Johansson),
  • com ar clássico e retrô (Kim Kardashian, fora)
  • Muito feminina (sai também Tilda Swinton – a rainha branca de Narnia)
  • Cabelo vintage (Rita Hayworth), pele alva, batom vermelho e uma postura provocante (Marilyn Monroe), porém com algo de ingênuo, estão no manual da pin-up.

Atualmente muitas mulheres adotam esse estilo, sendo as mais famosas: Gwen Stefani, Katy Perry, Dita Von Teese e a brasileira Pitty.

E você gosta desse estilo? Eu sou super fã!

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