Lily Allen e seu Hard Out Here

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Se existe algo que me chamou a atenção em Lily Allen desde o início, foi a sua capacidade de falar o que lhe vem à cabeça sem medo de ser feliz (essa ousadia me faz lembrar um pouco da Madonna).

Engana-se quem pensa que esta moça com este sorriso tão delicado, seja apenas toda doce e gentil. Realmente, ela pode ser, mas quando se trata de cutucar a ferida, criticar algo ou desabafar sobre algum relacionamento ruim, a moça é barra pesada.


Quem aqui não se lembra do primeiro single de disco de estreia desta inglesinha, em que ela cantava sobre a experiência do término de um relacionamento: “No começo quando eu te via chorar/ me fazia sorrir/[...]eu me senti mal por um tempo/Mas então eu sorri/Segui em frente em sorri”, acompanhado de um videoclipe cheio de cenas de vingança?! 

Eu lembro muito bem. 


(Smile do álbum Alright, Still, 2006).


Para melhorar ainda mais, no segundo álbum It’s not me, it’s you (2009) ela faz, em uma das faixas, um protesto a George W. Bush, com a desbocada F*** you - veja aqui.




Quatro anos se passaram, dois filhos vieram, e Allen resolveu voltar à ativa (para a nossa alegria). Mesmo após a maternidade, a moça de voz adocicada voltou mais “amarga”. 

E nós saímos ganhando. 

O alvo? 

Miley Cyrus, Robin Thicke e outros tantos artistas do mundo pop que sexualizam a si próprios e aos outros ao seu redor com seus vídeos e letras. A nova faixa chama-se Hard out here, que virá no seu terceiro álbum ainda sem título. 



A música estreou no dia 12 de novembro e já conquistou muitas pessoas pelo seu tom ácido. Eu senti como se ela falasse tudo o que eu sempre quis dizer.


O vídeo se inicia com Lily numa mesa de cirurgia, realizando uma lipoaspiração, enquanto o seu empresário se surpreende “Como alguém consegue se deixar chegar neste estado?” e ela responde “Eu tive dois filhos”.


No clipe se pode ver a mensagem bem clara: o seu empresário dizendo a ela tudo o que deve fazer e em parte da letra ela canta “Você não quer ter alguém que te transforme em objeto? [...] Se eu falar sobre minha vida sexual, você me chama de vadia/ Mas quando os caras comentam sobre as suas vadias, ninguém fala nada”.


Em minha humilde opinião, já não era sem tempo. Eu não tenho nada contra o uso da sexualidade para expressar algo (vide a tia Madonna), mas ultimamente essa exploração da sexualidade está muito gasta e excessiva.

Sejam cantoras que acabam se objetificando, sejam cantores que objetificam as mulheres.

A batida da música é boa, mas como eu odeio letra e clipe da tal Blurred Lines do Robin Thicke. O que mais me incomoda é justamente o que Lily fala em sua canção “a mulher fala e faz, é vadia. O cara faz o mesmo e está tudo bem”. 

Christina Aguilera já expressou sua insatisfação sobre o tema em Can’t hold us down e Madonna fez o mesmo, muitos anos antes, com Human Nature.



Essa guerra, talvez, sempre existirá, mas eu acho que está na hora das mulheres não deixarem que as tratem como meros objetos, e eu acho que este é um dos gritos que Allen quer deixar bem forte em sua canção de regresso ao universo musical. 

O seu retorno parece como um antídoto para muito do que se tem por aí neste mundo pop que parece sem freio e sem limites. “Você precisa perder peso, pois não estamos conseguindo ver seus ossos/Você talvez precise consertar este rosto ou vai terminar sozinha” [tradução livre de outro trecho da música de Lily Allen]


Longe de mim querer causar polêmicas ou desqualificar qualquer artista, meu objetivo no post não é este. O que eu queria, é claro, era comentar este retorno de Lily Allen (e que seja muito bem-vinda), mas ao mesmo tempo, deixar aí a reflexão. 

Parar de consumir o mundo pop? 

Não, longe disso. 

Acho que quem deve mesmo parar e pensar um pouco é a indústria musical, que está deixando nossos ouvidos e olhos cansados com tanta exploração (e muito mal feita) de tantos talentos que temos por aí.


Bem, chega de blá blá blá e vamos ao clipe da Lily Allen. Um beijo a todos e até a próxima.












Imagens: www.radioactiveunicorns.com / www.nation.com.pk / http://img.youtube.com/vi/E0CazRHB0so/0.jpg

Revista Capricho - Outubro 1994

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Demorou mas saiu essa edição de outubro da revista Capricho 1994.

A capa da revista está super fofa como você pode perceber e a edição estava bem recheadinha.
Olha só...









A sessão certo e errado que estava bem normalzinha, dessa vez a dona Capricho não chamou ninguém de gorda ou ditou que determinada roupa só fica bem se você for magra. Eles estavam de boa...






A moda era uma coisa de louco... muitas coisas estão voltando como já mostrei em outras edições da Capricho (macacão jeans, calça rasgada, top cropped...) mas desta vez achei a moda praia. Confere:








Ahh os sapatos... eles eram medonhos, se subíssemos na balança com eles, com certeza estaríamos pelo menos um quilo mais gorda, kkk.








Eu acho que essa é a primeira vez que mostro a sessão do Zeca Camargo na Capricho (normalmente ela é chata) mas desta vez até que tinha informações interessantes. Olha só:








Nesse momento a revista começou a esquentar... Como você já sabe (revendo as outras edições da Capricho) eu era ultra fã do Marcio Garcia e olha ele aqui!




Morri

Mórri

Me seguuuura, peão!

Pronto agora a Capricho ganhou todo o meu coração com essa reportagem!!! E eu achando que eu gostava dessa edição por conta da capa... viu só... quem vê capa não vê o Marcio Garcia, kkk.









Agora aquela sessão E eles, que as vezes saí alguma frase bacana... mas não foi dessa vez, apenas Du Moskovis para animar a sessão.




Agora sim, agora sim... um colírio que preste! Capricho, estou te amando sua danadinha – me liga ;)







Essa edição a Capricho queria me conquistar. 

Depois de eu reclamar na edição de setembro que eles só falavam da Luana Piovani e esqueciam as tops internacionais, o que veio nessa? Cindy e Richard Gere, o casal do momento, daquele momento... Ah você entendeu.









Agora vamos de música –Barão Vermelho. Nunca fui muito fã do grupo mas lembro que eles fizeram bastante sucesso nessa década de noventa.

Então para as fãs, um pouco dos rapazes do Barão.









Estou fazendo coraçãozinho com as mãos para a Capricho. Uma reportagem falando das agendas – aí como eu amava!

As minhas começaram magrinhas depois engordaram até que morreram magrinhas e queimadas.

Pois é... depois de casar eu não podia deixar as minhas agendas na casa dos meus pais, era informação demais para a cabeça deles e muito menos poderia deixar na minha casa... Tudo bem que eu já estava casada e já tinha garantido o marido, mas minha vida não é o que podemos dizer um livro/ agenda aberta.

Me livrei delas na churrasqueira do meu apê.

Um minuto de silêncio para elas...

Pronto, agora podemos seguir recordando o ato de “fazer agenda”.









Eu já comentei que a parte de beleza da revista era super pobrinha, naquela época não era moda se maquiar e nem existiam todos os produtos que existem hoje... Então o jeito era se contentar com o que tinha.

Vejamos o que temos para hoje.








Adoro ver a publicidade da época. E dessa vez achei a propaganda da Benetton, que tenho certeza ter inspirado a Angelina Jolie na montagem de sua família, rs.









E para finalizar essa edição da Capricho, que eu rabisquei mais do que minhas finadas agendas, o som que embalou aquela geração Ace of Base! (escute aqui).



Nossa foi muita coisa para esse velho coração, que naquela época era adolescente (pronto envelheci mais 50 anos agora, kkk). 

Espero que você tenha gostado de folhar essa edição tanto quanto eu.




Ufa! Terminamos. Até semana que vem!






Circulando pelo Mundo Pop - Nov 2013

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Eu sei, a vida está difícil e a correria me deixou afastado por muito tempo. Acredito que eu ainda não possa voltar com a mesma velocidade de antes, mas sempre que eu puder, venho aqui atualizar vocês sobre esse mundo Pop que não para de rodar. E este ano temos muitos lançamentos. 

Vem comigo!

PRISM

Bem esperta, Katy Perry resolveu lançar o disco este ano mesmo, ao contrário do que havia anunciado antes (que seria em 2014). Com isso, o sucesso já está vindo. 

O álbum estreou no topo da lista dos mais vendidos no Reino Unido, vencendo James Blunt e o seu “Moon Landing” vendendo 12 mil cópias a mais.







Para promover o disco, o primeiro single foi “Roar” que ganhou um videoclipe engraçadinho.


Assista aqui: http://www.youtube.com/watch?v=CevxZvSJLk8        



“Unconditionally” é a escolhida para ser o segundo single do álbum. Já ganhou um lyric video, agora é aguardar pelo clipe.





A DEUSA VOLTOU

Já faz algum tempo desde o lançamento de “Closer to the truth” da Cher, mas não podemos deixar de citar o que, para mim, parecia ser impossível. Sim, eu não acreditava que este disco fosse ganhar vida, mas ganhou (para a nossa alegria). 





Nos EUA, o álbum estreou na posição de número 3 do Billboard Hot 200, e se tornou o álbum da Cher com a maior e melhor posição de estreia.

O vídeo do primeiro single, “Woman’s world”, é simples, porém bem bacaninha. Temos todos os tipos de mulheres dançando e sendo felizes. Uma mensagem para fugirmos de estereótipos, talvez? Acredito que sim. 

Mulheres no comando! E eu super amei aquela peruca laranjada toda vassorada!!! Quero uma pra mim.








I’M WORKING, B**CH


Esta é a capa do novo álbum da Britney, que vai se chamar “Britney Jean”, é a forma como ela é chamada na intimidade, por sua família. Segundo a cantora, é o seu álbum mais pessoal. 


O primeiro single foi “Work b**ch”, com um clipe poderosíssimo. Ela canta: “Quer um Lamborghini? Viver numa mansão? É melhor trabalhar, vadia” (tradução livre). 




O lançamento do disco está previsto para dia 03 de Dezembro.

Enquanto isso, eu juro que estou trabalhando Brit, e muito! 






Outra notícia é que ela assinou um contrato para fazer 50 shows em Las Vegas.  

E numa das cláusulas do contrato, diz que ela não pode assumir que faz playback, por isso que recentemente em algumas entrevistas, ela tem falado que canta “ao vivo sim”. Beijos!




LADY GAGA PEDE O SEU APLAUSO


Esta previsto para o dia 06 de novembro o lançamento do novo disco da Gaga, o “Artpop”, a capa já foi divulgada há algum tempo.


O primeiro single, “Applause”, ficou brigando com o “Roar” de Katy Parry por um bom tempo nas paradas, mas sua posição mais alta foi a de número 4 no Billboard Hot 100.

Como segundo single, a cantora lançou a música “Do what you want” com participação de R. Kelly.



Acho que muitos sabem que eu não sou muito fã da Gaga, mas acho que estou gostando da sonoridade e aparente “amadurecimento” da cantora.

Vamos aguardar o desempenho deste álbum e ver se todos os fãs também estão gostando dessa sonoridade de Gaga.




FINALMENTE

Não sei se vocês irão lembrar, mas já comentei sobre Sky Ferreira aqui na coluna, inclusive indiquei a cantora. Finalmente ela vai lançar um disco. O título será “Night time, My time”. 

E polêmicas já surgem, pois na capa do disco ela está nua, tomando banho, isso mesmo. Aqui vou postar a versão “censurada” da capa. Mas pela internet é possível achar a versão na íntegra. Acalmem-se, pois só aparecem os seus seios.



O disco já tem o seu primeiro single: “You’re not the one”. Uma música bem diferente daquela Sky que mostrei para vocês na época, e não é só a música, o visual da cantora também está bem mudado. 



O disco estará nas lojas dia 28 de Outubro, tipo assim, hoje enquanto escrevo esta coluna. 

E eu estou mega feliz ao ver essa linda alçar voos mais altos.





E com isso me despeço, espero que todos tenham uma ótima semana e nos vemos na próxima. Tchau!







Fontes: www.pop.com.br / en.wikipedia.org
imagens: i1.cdnds.net / tracklist.com.br / chernews.blogspot.com / brit-spears-star.blogspot.com / justjared.com / spin.com / pop.com.br
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